J. PINTO LEITÃO

A J. Pinto Leitão iniciou a atividade, no âmbito das madeiras, em finais do século XIX pela mão de Claudino Pinto Martins Leitão. que se dedicou ao comércio de madeiras nacionais, estabelecendo-se em Paços de Ferreira (actual “capital do móvel” e centro consumidor de madeira por excelência) e mantendo-a por longos anos com uma projecção meramente local.

Após a sua morte, na década de 20 do século passado, o negócio encontrou seguidor na família, através do seu sobrinho Joaquim Pinto Leitão. Este sucessor, estabeleceu a empresa no Porto, na Rua do Bonjardim, uma das principais ruas comerciais da cidade. Nesta nova localização, o negócio alargou-se e desenvolveu-se, tendo obtido uma larga projecção na cidade. Assume-se desde essa altura o nome comercial que se manteve até hoje: J. Pinto Leitão.

A terceira geração da família surge em 1945, com Claudino Pinto Guimarães, após o falecimento de seu tio. Com a marca já solidificada no mercado, Claudino Pinto inicia um novo ciclo de crescimento ímpar.

Em Março de 1959 foram alargadas as instalações da sociedade com a criação de uma nova serração de madeiras na Rua Alexandre Herculano, no Porto, criando novos postos de trabalho e incorporando maquinaria moderna e de elevada capacidade produtiva.

No final da década de 60, inicio da de 70, e numa constante ascensão, a J. Pinto Leitão alargou a sua actividade à importação de madeiras exóticas provenientes de África e essencialmente do Brasil. Esboçava-se já a vocação internacional da organização, patente no relacionamento regular com outras praças estrangeiras.

Desta nova dimensão da J. Pinto Leitão advém um enorme crescimento. Em sete anos os seus quadros aumentam para mais do dobro e o volume de importações e de vendas cresce substancialmente.

Em 1969/70 aposta-se uma vez mais na ampliação e modernização da unidade produtiva. Cria-se assim uma nova serração e armazém, com cerca de 4.000 m2 de área coberta e 2.000 m2 de área descoberta na emergente Zona Industrial do Porto com a instalação de duas serras de fita com charriots de grande porte.

Nos anos 80, chega à liderança da J. Pinto Leitão a quarta geração da família. Os três filhos mais novos de Claudino Pinto, falecido em 10 de junho de 1986, actuais membros do Conselho de Administração, perante o legado de crescimento das gerações anteriores, iniciam desde cedo um novo trajeto de consolidação e desenvolvimento, alicerçado numa visão moderna do negócio.

Para esta passagem contribuiu de forma considerável o Sr. Augusto da Silva Martins, notável conhecedor do mercado internacional, que acompanhou inicialmente a nova geração.

À unidade na zona industrial do Porto (Rua Manuel Pinto de Azevedo), acrescentam-se, no ano de 1987, novas instalações industriais na Maia, actualmente com uma área total de cerca de 80.000 m2, quadruplicando a sua capacidade produtiva de serragem.

Em 1991, a J. Pinto Leitão possui já uma frota de 17 camiões, 18 empilhadores e 50 viaturas ligeiras. O número de colaboradores ultrapassa os 120. Nesse ano, a faturação alcançou um novo recorde de 34 milhões de euros.

A empresa alarga a sua área de actuação a todo o país. Entre 1992 e 1999 abrem instalações próprias em Paços de Ferreira, Alcobaça e Amarante, mais a norte, e, no sul do pais, em Benavente com uma área coberta de 1.000 m2 e descoberta de 10.000 m2. Hoje estão ampliadas já para 30.000 m2 de área descoberta e 4.100 m2 de área coberta. Na região centro, em Pombal, as instalações da J. Pinto Leitão dispõem de uma área coberta de 1.200 m2 e 5.270 m2 de área descoberta.

No início do século XXI, a J. Pinto Leitão já tinha alcançado um lugar de destaque no mercado português de madeiras e painéis de madeira. Importador experiente de madeira exótica de várias origens e representante das melhores marcas nacionais e internacionais de painéis de madeira, a marca é reconhecida pela sua robustez, pela seriedade e pelo amplo conhecimento do universo da madeira. Acrescenta-se ainda o rigor no controlo da origem e na proveniência legal da madeira.

Atingido este patamar, o crescimento da organização não pára. É no quadro da globalização e fruto da experiência na relação com o trading internacional que a J. Pinto Leitão dá início ao seu processo de internacionalização.

Já desde os anos 90 se iniciara a exportação para Espanha e para os PALOPS. Mas é a presença na origem da madeira que determina a estratégia de internacionalização. Em 2002 estabelecem-se parcerias no Brasil, sendo criado mais tarde uma unidade própria. Em 2014 a J. Pinto Leitão constitui em parceria uma unidade industrial no Gabão e, em 2016, instala-se nos Estados Unidos com uma unidade própria.Com esta presença global, a J Pinto Leitão passa a ser definitivamente um trader internacional no comércio de madeira e painéis de madeira. Presentemente, a operação da J. Pinto Leitão é global, e comercializa madeira e painéis de madeira em mais de 30 países, e em todos os continentes. Movimenta mais de 450 contentores por mês e fatura mais de 60 milhões de euros anualmente.